terça-feira, 19 de maio de 2020

Pizza da avó Aida!



Este foi o meu 1º contacto com o que chamam de pizza. À um bom par de anos atrás. E quando a minha mãe a fazia, era ver as visitas (primos) a cair lá em casa na hora do jantar.
Claro que esta pizza nada tem a ver com as pizzas que conhecemos. Além dos ingredientes, usados de uma forma completamente diferente.
Mas que é uma delicia, isso eu posso garantir. Quente, morna, mesmo fria é maravilhosa.
Quando esta situação que estamos a viver, este confinamento social, abrandar. Quero, faço questão de fazer uma piquenique, agregado a uma longa caminhada, por uma majestosa montanha do nosso pais e temos tantas. Lindas, maravilhosas,Difícil vai ser escolher. 
Vou fazer uma maravilhosa Pizza na caixa para almoço e lanche de um dia inteiramente dedicado a natureza em todo o seu esplendor, na companhia dos que mais Amo e um ou outro amigo ou familiar. Saudade... 
Saudade pura.
Durante anos esta pizza era um sucesso de piqueniques ou idas a praia em família, posso-vos garantir  que era sempre a 1 coisa a desaparecer. Todos queriam um pedaço.
Esta aqui teve um sabor muito especial pois acompanhou uma cerveja artesanal, criada por uma pessoa muito especial. 


O meu filho .

Claro que eu tinha que imortalizar esse momento, essa prova. E esta pizza foi perfeita. 




Ingredientes massa 
10 gr de fermento fresco
50 gr de azeite
flor de sal fumado a frio q/b
200 gr de água morna
400 gr de farinha

Ingredientes recheio
2 cebolas grandes
2 pimentos vermelho
1 pimento verde
3 dentes de alho
Vinho branco q/b
 Flor de sal q/b
200 gr de cogumelos lamindos
1 malagueta
400 gr de tomate bem maduro
Azeite q/b
Alho em pó qb
250 gr de bacon fatiado
250gr de fiambre 
1 frasco de azeitonas sem caroço
400 gr de queijo em barra (fatiado)
Oregãos q/b

Preparação Tradicional 
Comece pela massa, coloque a farinha em cima de uma bancada, junte a flor de sal, abra um buraco no meio. Desfaça o fermento num bocainho de água morna. E aos poucos vá colocando a água, no buraco e misturando a farinha. Até obter uma massa lisa homogénea e elástica. Amasse um pouco e coloque dentro de uma bacia. Este processo pode fazer com um robot de cozinha.
Tape com um pano de cozinha limpo e deixe levedar num sitio resguardado de correntes de ar. Costumo guardar dentro do forno.

Entretanto com ajuda de uma mandolina corte os pimentos em tiras ou rodelas fininhas e a cebola. Esmague os alhos, junte o tomate picado miúdo, depois desfaz a cozinhar. abra a malagueta e junte também. Tudo isto dentro de um tacho grande, com azeite a refogar, nos ultimos minutos junte os cogumelos para cozinharem também. Ate ficar bem macio tanto a cebola como os pimentos, reserve arrefecer um pouco.

Assim que a massa levedar passe ao passo de esticar a massa. E forre um tabuleiro fundo e laterais. Pincele com azeite e polvilhe com alho em pó. Leve ao forno Pré aquecido a 200ºC 15 a 20 minutos.

Depois é só montar esta mega Pizza da dona Aida. 
Coloque cerca de metade refogado no fundo, a cobrir o fundo todo, por cima tiras de bacon, a tapar tudo novamente, espalhe azeitona e oregãos. Fiambre a tapar tudo novamente e por cima do fiambre espalhe um pouco de Ketchup. 

Tape tudo com queijo,fatiado ,ralado como quiser. Repita o processo todo de camadas terminando com uma dose generosa de queijo. Oregãos  para cima e vai ao forno ate estar queijo derretido e douradinho. Sirva com uma salada de rúcula. 

Preparação Robot de Cozinha Thermomix
Comece pela massa:
Coloque no copo a água, o azeite, o sal e aqueça 1 min/37°C/vel 2.
Adicione a farinha, o fermento e amasse 2 min/vel Dough mode. Retire e deixe a massa levedar num local morno até dobrar de volume.

Entretanto com ajuda de uma mandolina corte os pimentos em tiras ou rodelas fininhas e a cebola. Esmague os alhos, junte o tomate picado miúdo, depois desfaz a cozinhar. abra a malagueta e junte também. Coloque dentro do copo, com azeite programe 15 mint/100Cº/vel. colher inversa. Junte os cogumelos e deixe cozinhar mais 5 minutos mesma temperatura e colher inversa. 
Deixe arrefecer um pouco.

Assim que a massa levedar passe ao passo de esticar a massa. E forre um tabuleiro fundo e laterais. Pincele com azeite e polvilhe com alho em pó. Leve ao forno Pré aquecido a 200ºC 15 a 20 minutos.

Depois é só montar esta mega Pizza da dona Aida. 
Coloque cerca de metade refogado no fundo, a cobrir o fundo todo, por cima tiras de bacon, a tapar tudo novamente, espalhe azeitona e oregãos. Fiambre a tapar tudo novamente e por cima do fiambre espalhe um pouco de Ketchup. 


Tape tudo com queijo,fatiado ,ralado como quiser. Repita o processo todo de camadas terminando com uma dose generosa de queijo. Oregãos  para cima e vai ao forno ate estar queijo derretido e douradinho. Sirva com uma salada de rúcula.



Notas: Nesta receita só usei uma pitada de flor de sal na massa, no resto não adiciono sal algum. Pois grande parte dos ingredientes já contem bastante sal. 
Ficando no ponto. ou ligeiramente para lá do ponto. 

Nesta receita contei com o apoia e qualidade dos seguintes produtos.
Borner Portugal
Gourmet Aqui

Bom Apetite!




sexta-feira, 1 de maio de 2020

Pastel de Nata!



E assim termina mais um mês, o de Abril. Que não deixa saudade.
Já entramos em Maio. O mês 5, puxa como o tempo corre... 
As saudades são muitas! Dos familiares, dos amigos do cafezinho com uma nata. Quem não tem saudades?
Ainda vivemos  tempos de incertezas, de medos, de restrição...
E de saudade. De tantas coisas, momentos, de pessoas. De coisa simples e triviais, pequenos momentos aos quais nem dava-mos grande importância.
Até sermos privados dessas pequenas coisas.  E estas pequenas natas trazem-me a lembrança, aquele cafezinho com a ou as amigas. Aqueles 20 minutos de conversa, sempre com o olho no relógio pois tinha-mos que ir trabalhar. Ai que falta sinto disso. De sair para trabalhar! Da minha rotina diária, ao sair de casa em direcção local de trabalho. O parar na pastelaria para tomar café, passar os olhos no jornal, cruzar com uma ou outra amiga. Verdade assumo, tenho SAUDADES.  
Então nas circunstancias actuais, tomamos um cafezinho virtual. Em video chamada ou télé-saída com as amigas. Um cafezinho on line. Pronto é assim os tempos que vivemos. Temos que nos adaptar a estas nova actualidade, que espero que passe rapidamente. Porque começa a ficar difícil, lidar com a saudade destas pequeninas coisas.




Ingredientes
1 base de massa folhada rectangular
500gr de leite
60 gr de farinha
7 gemas
1 casca de limão
1 pau de canela

Para a calda
250 gr de água
400gr de açúcar

Preparação Método Tradicional
Coloque o açúcar e água num tachinho e leve ao lume , mexendo de vez em quando. Assim que começar a ferver, contar 3 minutos e desligar, (ponto fio) reserve.

Num outro tacho leve o leite com a farinha dissolvida, o pau de canela e a casca de limão leve ao lume  a engrossar um pouco.
reserve também.

Entretanto enquanto a calda de açúcar e o creme arrefecem um pouco, ligue o forno no maximo. Enrole a massa folhado do lado mais largo, aperte-o bem e role-o um pouco sobre ele mesmo. 
Corte esse rolo em rolinhos com cerca de 2 dedos de expessura +ou- 3cm de espessura. Rende cerca de 15 a 16 rolinhos (natas).
Forre pequenas formas de queques, coloque um rolinho dentro da forma espalme-a com os dedos e depois vá esticando do fundo, subindo as laterais até rebordo em cima.

Volte ao recheio entretendo já mais frio. Junte as gemas ao creme e bata com um fue e bater muito bem e por fim a calda de açúcar.  
Verta este preparado para dentro das formas forrada com massa folhada, não encha na totalidade. O recheio vai subir, depois volta a baixar, mas assim não vai fora. Leve ao forno cerca de 20 minutos ou até fazer aquelas pequenas manchas mais torradas. Retire do forno deixe arrefecer um pouco.
Tire as natas das pequenas formas polvilhe com canela e sirva ainda mornas.

Preparação Robot de Cozinha Thermomix 
Coloque a água e o açúcar dentro do copo programe 5mint/vel.3/100ºC, retire e reserve arrefecer.
sem lavar o copo coloque  o leite e a farinha, feche o copo e dê uns segundos de velc. 4 para desfazer farinha. Coloque a borboleta, pau de canela e casaca de limão. 8 mint/vel.3/90ºC. Qundo terminar tempo retire o copo da base da maquina, para arrefecer um pouco.

Passe para o passo de forrar as formas.
Ligue o forno no maximo. Enrole a massa folhado do lado mais largo, aperte-o bem e role-o um pouco sobre ele mesmo. 
Corte esse rolo em rolinhos com cerca de 2 dedos de espessura +ou- 3cm de espessura. Rende cerca de 15 a 16 rolinhos (natas).
Forre pequenas formas de queques, coloque um rolinho dentro da forma espalme-a com os dedos e depois vá esticando do fundo, subindo as laterais até rebordo em cima. 

Volte ao recheio. Retire o pau de canela e a casca de limão, junte as gemas e misture 1 mint/vel.3. depois pelo bocal da tampa deixe cair em fio a calda de açúcar com a maquina em movimento com borboleta/vel.2.

Verta este preparado para dentro das formas forrada com massa folhada, não encha na totalidade. O recheio vai subir, depois volta a baixar, mas assim não vai fora. Leve ao forno cerca de 20 minutos ou até fazer aquelas pequenas manchas mais torradas. Retire do forno deixe arrefecer um pouco.               
Tire as natas das pequenas formas polvilhe com canela e sirva ainda mornas.




Bom Apetite!




segunda-feira, 20 de abril de 2020

Gelado de Amora!



Gelados, quem não gosta?
Eu descobri a base perfeita. Adeus gelados de compra. Adeus maquina de gelados.
Esta receita é perfeita, Italiana. Pertence a Michela Chiappa. Vi no 24 Kitchen um dia destes. Fiquei encantada. Receita tão simples e com um aspecto divinal. Se eu já era apaixonada pela cozinha Italiana, bem agora...  Tem a base perfeita, este gelado.
Com esta base, poderá fazer os sabores que quiser. Chocolate, misturar um bom cacau em pó. Caramelo, liquido ou com pedaços. Bolacha Oreo. Frutas. Frutos secos. Bolachas. Licores. Manteiga de amendoim, um praline. O que mais gostar.
Só vos digo que fica, um gelado maravilhoso. Ou gelados. Pronta para o Verão! 
Bem Docinho ♥️.
Sempre com geladinho no congelador! Mais simples é quase impossível.





Ingredientes 
400 gr de natas (2 pacotes, 35%gordas no mínimo.
1 lata de leite condensado
1 colher de chá de aroma de baunilha

Ingredientes para Compota de Amora
100 gr de Amoras (usei congeladas)
50 ml de vinho do porto
1 pau de canela

Preparação método Tradicional
Comece por colocar numa sertã, as amoras com o porto e pau de canela.
Em lume brando cozinhe as amoras ate obter uma compota, algumas vão desfazer outras vão ficar inteiras ou quase, (textura). Reserve.

Bater as natas até ficarem bem firmes. 
Juntar o leite condensado e misturar bem.
Por fim a colher de aroma de baunilha.
Só assim já fica um fantastico gelado com sabor a baunilha.
Passe para uma taça que possa ir congelador, usei uma de gelado de compra.
Coloque película aderente, encostado ao creme de gelado. E leve ao congelador 3 a 4 horas.

Retire do congelar e misture a compota de amora, com ajuda de um garfo. Para que fique por todo. Mais 4 horas de congelador e esta pronto a comer.


Método Thermomix
Coloque as amora, o porto e o pau de canela no copo programe 15mint/varoma/velc.inversa. Reserve.

Limpe bem o copo, coloque a borboleta no copo e junte as natas a bater alguns minutos, a começar pela velc.2 até à velc. 4. Sem copinho em cima. O ar ajuda com que as natas subam mais rapidamente. 
Assim que estiverem bem firmes ainda com borboleta, junte o leite condensado e o aroma de baunilha.
Misture 2mint./Velc. 2.

Só assim ja fica um fantastico gelado com sabor a baunilha.
Passe para uma taça que possa ir congelador, usei uma de gelado de compra.
Coloque película aderente, encostado ao creme de gelado. E leve ao congelador 3 a 4 horas.


Retire do congelar e misture a compota de amora, com ajuda de um garfo. Para que fique por todo. Mais 4 horas de congelador e esta pronto a comer.




Bom Apetite!



quinta-feira, 16 de abril de 2020

Doce de Vinagre!


E continuamos por casa, tempo é coisa que não falta. Descobrir e explorar, novos blogs de culinária claro.
Para novas pesquisas e ate ver directos. O tempo sobra para ver directos, nunca imaginei...
E foi num directo que eu descobri, esta pequena maravilha.
O doce de Vinagre, receita oriunda da Ilha Terceira. Pelas mãos (Blog). Mais exactamente num directo. A Patrícia do Foodwithameaning com o Gastão! 
DO.ITGASTRO ( Belas codornizes) 
Mas voltando ao doce de Vinagre. Estranho mas entranha-se, é uma delicia.
Claro que fiquei super curiosa vinagre num doce? Estranho! Muito estranho!
E pronto teve que ser, tinha que fazer, sem sombras de duvidas. 
Esperei que a Patrícia o colocasse no site. Assim que ficou disponível fui espreitar. E depois fui também atrás, da historia desse doce!  Descobri que é reivindicado pela ilha Terceira nos Açores, mas também aparece informação como sendo um doce regional do Montijo.

Da ilha Terceira nos  Açores:Texto retirado  aqui:
Food With A Meaning Receitas com Significado
Esta receita foi retirada do livro “Cozinha Tradicional da Ilha Terceira” (1979), de Augusto Gomes. que nasceu a 6 de maio de 1921 e faleceu a 21 de Novembro de 2003, em Angra do Heroísmo.  Outros volumes, do mesmo autor, dedicados à gastronomia: são “Cozinha Tradicional da Ilha de São Miguel” (1988), “Cozinha Tradicional da Ilha de Santa Maria” (1998) e “O Peixe na Cozinha Açoriana e outras coisas mais” (2001). Augusto Gomes é  considerado como a principal referência para o estudo da gastronomia açoriana
Mais informação aqui
Livros de Augusto Gomes / Cozinha Açoriana

Montijo: Texto retirado aqui:
Temperos de Portugal
O queijo cottage, delicioso para barrar em torradas, rechear wraps, ou mesmo como base para muitas sobremesas, é uma das formas mais simples e instantâneas de se fazer queijo em casa.                                                 
Basta juntar um ácido para que o leite coagule. A coagulação é consequência do agrupar da caseína, uma proteína existente no leite, como resultado da adição de um ácido. Este pode ser sumo de limão ou vinagre.                      
Esta técnica de coagulação do leite não é apenas utilizada na produção de queijo. Por exemplo, o doce de vinagre, tradicional do Montijo e também muito popular na ilha da Terceira é preparado com a mesma técnica. A adição de vinagre dá-lhe uma textura semelhante à da amêndoa moída grosseiramente, embora seja apenas um efeito do leite coalhado.


Brados do Alentejo 1932

Pegue num tachinho, deite-lhe meio litro de leite, ponha ao lume e quando levantar fervura junte-lhe duzentos e cinquenta gramas de açúcar, uma pequena boneca de ervas doces e uma colher de vinagre branco. Mexa tudo, para derreter o açúcar, e deixe ferver em lume brando até reduzir o liquido e tomar ponto. Parta com a colher os farrapos que se formaram do leite, junte-lhe seis gemas e uma clara de ovo batida e vá mexendo até tomar consistência. Quando tiver fervido um pouco e estiver grossinho tire-o do lume, mas resguarde-o, porque apesar de ser de vinagre e contra o velho rifão, pode atrair as moscas e os gulosos.



Mas  verdade é que este doce é Rei na ilha Terceira. E a receita que vou deixar aqui é de lá deixada pela Patrícia. Só fiz metade da receita. Para testar pela 1º vez pois rende bastante. E como é muito doce... medo de enjoar e não se conseguir comer tudo. Mas...
Próxima vez será a receita completa, quantidades originais. 
Muito bom mas, atenção tem que ser em pequenas porções, para não enjoar.
Não deixem de fazer uma delicia.



Ingredientes 
Aqui tem apenas metade da quantidade de ingredientes (quantidades originais estão em baixo)     
500ml de leite                                        
1 colher de sopa de vinagre mal cheia     
250 gr de açúcar amarelo                       
1 saquinho de cheiros (boneca) de erva-doce
1 saquinho de cheiros (boneca) de sementes de funcho
5 gemas+1 clara                                     
canela para polvilhar

Quantidades originais
1 litro de leite gordo
1 colher de sopa de vinagre
500 g de açúcar
1 saquinho de cheiros (boneca) de erva-doce
1 saquinho de cheiros (boneca) de sementes de funcho
8 gemas+2 claras
canela para polvilhar

Preparação
Coloque o leite num tacho ao lume. Assim que começar a querer ferver, junte o vinagre e o açúcar, vai farfalhar imediatamente.
Deixe cozinhar cerca de 20  minutos ate o açúcar fazer ponto de fio, retire do calor. Deixe arrefecer um pouco.
Entretanto com um fue bata muito bem as gemas e a clara.
Junte uma ou duas colheres, de sopa do leite aos ovos e misture vigorosamente.Assim os ovos não entram frios no leite ainda quente. 
Agora é só um pouco de paciência mexer sempre em lume brando até engrossar a gosto. Ou fazer o ponte estrada, esta perfeito. Passe para pequenas taças, sim pequenas. Se não torna-se enjoativo. Sirva frio e polvilhado com canela.
E delicie-se com este belo docinho de Vinagre! 





Bom Apetite!



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Pão de Água!




Pão #Pãodmia
Vivemos uma verdadeira pãodmia e confesso que gosto. Pior mesmo vai ser a conta da Luz no final do mês. Mas seja o que Deus quiser e como quiser. 
A verdade é que o cheirinho do pão, acabado de fazer é das melhores coisas que se pode sentir pela casa. E espalhar uma manteiga no pão, ainda quente. Ahhh não tem coisa melhor. E pronto estou decidida, a ir experimentando varias receitas, vários tipos de Pão e zonas diferentes do País.
Este aqui  é mesmo muito bom, acreditem e muito simples de fazer. Eu fiquei viciada. Uma delicia.
E esta receita tirei Da Oliva Fagundes autora do maravilhoso blog Alquimia dos Tachos que até um video tem. Uma grande ajuda. Deixo o video aqui também.

E nesta minha pesquisa também fui atrás  da liturgia do Pão.
E encontrei algumas bem giras. 


A amassadura do pão (Estremoz).
Fotografia de Rogério de Carvalho (1915-1988).

Noutros tempos, nos campos do Alentejo, bem como nas suas vilas e aldeias, a amassadura e a cozedura do pão eram acompanhados de um certo ritual de liturgia popular. Assim, ao deitar-se o sal na água da amassadura, dizia-se:

“Em louvor de S. Gonçalo,
Que não saia ensolso nem salgado.”

Antes de começar a amassar, quem o ia fazer, benzia-se e depois de fazer uma cruz na farinha, dizia:

"Senhor, eu vou amassar;
Nossa Senhora me queira ajudar,
Que me dê forças e valor
Para este pão bom ficar.” 

Ao acabar de amassar, o amassador ou a amassadeira, gravava na massa, com o dedo indicador direito, o sinal da cruz e sobre ele, cinco buracos, um ao centro e os quatro restantes, em cruz, os quais simbolizavam as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Após isto, benzia-se e dizia:

“Deus te ponha a virtude,
Que eu fiz o que pude.”

Ao acabar de amassar, também podia ser feita uma cruz na massa, ao mesmo tempo que era dito:

Deus te finte,
Deus te acrescente,
E as almas do Céu para sempre.
A Virgem te ponha a mão
Que cresça mais um pão.” 

Terminada a amassadura, cobria-se a masseira ou o alguidar com um pano, a fim de a massa levedar e levantar. Dizia-se então:

“Pelo sinal da Santa Cruz...:
S. Mamede te levede,
S. Vicente te acrescente,
S. João te faça bom pão,
A Virgem Nossa Senhora

Te deite a santa bênção.” 

Estas quadras foram retiradas no blog Do Tempo da outra Senhora


Ingredientes
500 g de farinha de trigo T65
10 gr de fermento de padeiro fresco
400 ml de água morna 
1 colher (chá) de açúcar
10 g de sal

Preparação 
Misture a água morna com o fermento e o açúcar. Mexa até diluir, usando uma colher de pau (não use metal), e deixe a repousar uns minutos (5 a 10). Vai perceber que está pronto porque a agua vai borbulhar. É a fermentação.

Num recipiente grande coloque a farinha e o sal. Abra um buraco no centro da farinha e verta lá a água fermentada.
Com a mão vá envolvendo tudo, de fora para o centro, em círculo, até que tudo esteja bem misturado. Não é preciso amassar nada, apenas misturar até que a farinha absorva toda a água.


Cubra com um pano e deixar levedar 2 a 3 horas. Eu deixo a noite toda. Faço a massa a noite antes de dormir e de manha bem cedinho coloco no forno. A massa deve crescer 2 a 3 vezes o seu tamanho inicial.

Numa superfície, bem enfarinhada, despeje a massa levedada. Puxe uma ponta da massa até ao centro e depois a outra. Repita esta operação duas vezes. Comece a formar uma "bola" com a massa, girando-a com as mãos, empurrando ligeiramente para o centro e para baixo. Depois de ter o pão moldado, deixe a massa repousar 15 a 20 minutos.


Ligue o forno a 250ºC, e meta lá dentro o tacho de ferro onde vai cozer o pão. (Pode optar por cozê-lo no tabuleiro do forno)
Coloque o pão em cima, de uma folha de papel vegetal e transfira para dentro do tacho quente. Com cuidado para não se queimar.
Polvilhe a massa com farinha e faça um corte superficial na parte superior da massa usando uma faca afiada. O corte no pão ajuda a crescer.

Tape o tacho e leve-o ao forno durante 30 minutos. No final desse tempo, retire a tampa e deixe cozer mais 15 a 20 minutos para criar uma boa crosta.
Retire do forno (cuidado para não se queimar tire o pão do tacho e ponha-o a arrefecer em cima de uma rede (para o ar circular por baixo).






     Deixo aqui o video onde mostra os passos da  receita. 
Uma grande ajuda para fazer pão.


Bom Apetite!